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Petnológicos: animais de estimação também ganham espaço no mundo tech

Petnológicos: animais de estimação também ganham espaço no mundo tech

 

 

Se você já teve ou tem um animal de estimação, sabe que é normal criar laços com o bichinho depois de um tempo, e em muitos casos, até mesmo considerá-lo como um membro da família. Com isso, não é difícil se ver gastando dinheiro com itens como ração, vacinas, banhos e outras necessidades.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), em 2013, as indústrias de Pet Food, Pet Care, Pet Vet e Pet Serv faturaram, juntas, cerca de R$ 15,1 bilhões. Em 2014, esse número deve aumentar 9,2%, atingindo a marca dos R$ 16,63 bilhões. Sendo assim, o Brasil só fica atrás dos Estados Unidos no ranking mundial. Porém, outro setor tem chamado a atenção dos donos e do mercado de produtos para pets: os gadgets.

Bebedouros elétricos e tigelas automáticas, aplicativos e rastreadores são só alguns exemplos dos diversos produtos disponíveis. Além disso, é possível encontrar diferentes tipos de consumidores: desde os donos que adotam diversos tipos de dispositivos, até mesmo aqueles mais tímidos, que preferem testar somente um produto ou outro. Mariana Vidal, 31, empresária, se encaixa no primeiro perfil. “Tenho 9 cães, 12 gatos e uma coelha. Quando morei na Inglaterra, em 2008, comprei uma coleira anti-latido que soltava um jato de água com controle remoto quando o cachorro fazia qualquer coisa que eu não queria. Ensinei muitas coisas para os cães de lá com este dispositivo. Meus gatos brincam com jogos específicos para gatos no iPad e iPhone e também usam bebedouros elétricos, um sucesso!”, conta.

 

Segurança

Sem dúvidas, a segurança dos pets é uma das preocupações mais constantes no dia a dia de um dono, principalmente no que diz respeito à identificação do animal. Apesar de parecer um serviço antigo e sem possibilidades de inovação, algumas empresas e startups têm oferecido novidades bem atraentes. Uma delas é a identificação por QR Code.

O gadget PetSeguro, por exemplo, funciona por meio de uma pingente que, ao invés de um nome com telefone, carrega um QR Code. Ao ser lido por um smartphone com leitor de QR Code, informações como nome do animal, telefone do dono e o endereço de sua casa são mostradas. Além disso, a tecnologia usa o geolocalizador do dispositivo que fizer a leitura para enviar um e-mail ao dono com as coordenadas geográficas do local. O pingente pode ser adquirido em quatro tipos de cobertura diferentes: 1 ano (R$ 40), 2 anos (R$ 50), 3 anos (R$ 60) ou vitálícia (R$ 120).

De acordo com Cristian Giordani, criador do serviço, a ideia é facilitar o processo, já que a tecnologia está cada vez mais popular. “O crescimento e a disseminação do uso do QR Code no Brasil só tende a crescer nos próximos anos. é uma tecnologia ainda nova por aqui, e mesmo pouco explorada por empresários e profissionais de marketing, já é bastante conhecida pela população em geral”, afirma.

Já um de seus concorrentes, o PinMyPet, funciona em duas versões: o PinMyPet Tag, que também localiza o animal por QR Code, e o PinMyPet Care, que além de identificar a localização do bichinho, monitora suas atividades físicas e as compara com parâmetros saudáveis de acordo com a idade e raça do pet. “O padrão do comportamento do pet em relação à atividade física pode ser considerado um termômetro para sua saúde e nosso banco de dados dará insights comprativos entre outros animais e raças”, explica Marcos Buson, co-fundador do PinMyPet.

A empresa ainda promete bateria com autonomia de 20 dias no caso do PinMyPet Care e carregamento sem fio. Por enquanto, somente o PinMyPet Tag está à venda, enquanto o PinMyPet Care deve chegar ao mercado no segundo trimestre deste ano.

 

Quando a tecnologia encontra a natureza do animal

Não é só a tecnologia externa que pode ajudar a cuidar dos pets. Ela também pode estar dentro deles ou ainda, interagir com sua natureza. Entretanto, nestes casos, é comum esbarrar numa calorosa discussão entre pessoas que apoiam ou não o uso de dispositivos diretamente no animal. Um dos exemplos mais comuns são as coleiras para adestramento, que atualmente possuem diversos métodos, incluindo pequenos choques, jatos d’água e sinal sonoro.

“A coleira de adestramento geralmente é usada para disciplinar o animal, por exemplo: não latir em certas horas ou não ultrapassar uma zona segura da casa. Ela gera um pequeno desconforto para o pet que, com o tempo, associa aquela atividade ao desconforto e portanto, não a repete”, afirma Marcio Ferrari, veterinário em Votuporanga, São Paulo. Marcio ainda explica que diferente do que muitos pensam, esse tipo de coleira não prejudica a saúde do animal. “Coleiras de choque possuem uma voltagem muito pequena e própria para o animal. é como colocar o dedo na tomada, sentir um desconforto e logo em seguida retirar o dedo. O mesmo ocorre com as coleiras de sinal sonoro”.

Para o veterinário, o maior risco ao adquirir um produto desses é o pet ‘driblar’ a coleira. “Raças mais desenvolvidas como o cão labrador acabam encontrando brechas no sistema e continuam latindo ou fazendo a atividade indesejada. Outro problema comum é a bateria desses dispositivos, que geralmente tem curta duração. Se ela acaba e, por exemplo, um cão resolve latir durante o período, vai ficar confuso e provavelmente vai esquecer que não deve latir”, opina. “Além disso, a maioria das opções de coleiras existentes no Brasil é importada e tem um preço alto, então nem sempre vale a pena para o dono”, completa.

Outro caso que também merece ser “desmistificado” é o do microchip de identificação. Trata-se de um microchip encapsulado que é injetado no animal como uma vacina e carrega consigo informações do pet. Atualmente, o método está disponível para diversas espécies, indo desde os domésticos mais comuns (como cães e gatos) até mesmo a répteis, cavalos, peixes, aves e outros. O microchip é inclusive usado como metódo de controle em órgãos federais, universidades e institutos, como o Butantan, um dos maiores centros biomédicos do mundo.

“São milhões de animais microchipados mundo afora e os poucos relatos que temos notícia são sobre ratos de laboratório que desenvolveram algum problema no local do implante. Números muito pequenos quando comparados à grande maioria de animais que não apresenta reações negativas. Um dos órgãos mais respeitados no mundo, o FDA (Food And Drug Administration) nos Estados Unidos, aprova o uso do microchip em animais”, elucida Gustavo Mantovani, veterinário da D4 Microchip, revendedora destes dispositivos.

 

 

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