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Dicas

Como passear com seu cão corretamente

Como passear com seu cão corretamente

 

 

Aprenda algumas regras de ouro que vão fazer o seu cão adulto caminhar tranquilo ao seu lado (e sem puxar a guia!)

 

Se em todo passeio seu cachorro corre desgovernado na sua frente, não obedece às chamadas e ainda faz com que passe a maior vergonha quando late para tudo e para todos, saiba que ele tem um pequeno problema de comportamento, resultado da extrema ansiedade para passear. Mas calma, isso tem solução!Segundo Rúbia Burnier, médica veterinária especialista em comportamento animal e proprietária do Espaço Animal (SP), um dos erros mais comuns cometidos pelos donos de pets quando se trata de passear é não procurar um adestrador que ajude a conduzir o cão ainda nos primeiros meses de vida, garantindo, assim, que ele se torne um adulto obediente. “Grande parte dos problemas acontece quando a pessoa não tem prática e não foi orientada a como proceder com o bicho de estimação”, explica. O primeiro passo para pôr um fim nesse problema é entender quais são as dificuldades do seu cão. Para te ajudar nessa tarefa, especialistas listaram dicas sobre o que é preciso fazer para educar esses pets desobedientes.

O TREINO COMEÇA EM CASA

“Antes de tudo, o cão, adulto ou filhote, deve ser treinado pelo dono por aproximadamente 45 dias”, afirma Alírio Cardoso, adestrador do Roma Adestramento (SP). Ainda segundo ele, se seu cachorro é irrequieto e você, na hora do passeio, oferece a coleira e diz “Vamos passear?”, todo animado, está cometendo o primeiro erro mais comum entre os donos de pets“Essa postura deixa o animal em um grau muito elevado de ansiedade. Ele espera o dia todo pelo momento de colocar a coleira e está tão feliz porque vai passear que, muitas vezes, não deixa que o dono coloque o acessório e, daí para frente, o dono só comete erros”, explica Cardoso. Para não criar essa expectativa no pet, o segredo é deixar a coleira no pescoço dele o dia todo. Isso quebra a ansiedade do mascote e evita que ele cresça com a dificuldade de colocá-la momentos antes de sair. Há outro treino que pode ser feito em casa que tornará o animal capaz de entender quando você não gosta do comportamento dele. “Prepare um borrifador de água e, toda vez que ele pular demais ou fizer menção de correr  quando for passear, esguiche o líquido e fale em bom tom a palavra ‘não’”, ensina Cardoso, que ainda ressalta que não se deve bater ou gritar com o animal, pois essas atitudes traumatizam e ele não entenderá por que isso está acontecendo. “Além disso, o dono corre o risco de o bicho não querer se aproximar mais dele”, completa. Por fim, o mais importante é socializar o animal. “O cachorro, tanto filhote como adulto, deve estar acostumado com a presença de outras pessoas e ruídos. Para isso, estimule-o com barulhos e deixe-o em contato com todos osintegrantes da família, assim ele não se assustará com a presença de humanos ou com sons da rua, como de carros, buzinas, entre outros”, recomenda Rúbia.

HORA DE PASSEAR

Depois de tantas “aulas” em casa, chega o momento de levar o cão para a rua. Aqui, Cardoso alerta que a escolha da coleira é fundamental“Guias retráteis são péssimas quando você não tem um cão adestrado. O correto é que ele aprenda a andar ao seu lado, e não a metros de distância. Compre uma boa guia de pescoço de no máximo um metro de comprimentoe o conduza próximo ao seu corpo, do lado esquerdo”, indica. Nas primeiras saídas, evite situações que sejam novas para o seu peludo. Atravesse a calçada ao avistar tumultos e previna momentos constrangedores. Se você já sabe que no percurso haverá cães, faça outro caminho, ao menos até que ele esteja acostumado com a nova rotina. Caso não seja possível prevenir conflitos, Rúbia indica que o melhor a fazer é acalmar o animal com muitos afagos, sem pegar no colo. “Ao segurar o cão, o dono está demonstrando que de fato há uma ameaça e que ele está sendo protegido. O animal de estimação deve perceber que não há mal algum em volta e se sentir confiante”, completa. Para evitar essas situações na fase de treinos, o ideal é levá-lo em parques. “Ali ele se sentirá confortável por ter diversos estímulos táteis, como a grama, areia e pedras. Se estiver com algum brinquedo melhor”, ressalta Cardoso. Se durante essas saídas você perceber que ele para o tempo todo para cheirar a calçada, postes e afins, saiba que isso é um hábito saudável de investigação, embora seja necessário ter bom senso. “Não deixe que ele se aproximede fezes ou urina de outros pets”, exemplifica a veterinária.

 

Fonte: Meu Pet Revista

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