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10 sinais que seu cão/gato não está feliz

10 sinais que seu cão/gato não está feliz

 

Falar de comportamento animal é mais do  do que ensinar a resolver o xixi e coco no lugar certo.. É mais do que minimizar o medo de trovão e fogos. É pensar sobre o bem estar dos animais. Algumas pessoas relacionam esse bem estar com demonstrações de afeto, estar bem alimentado e receber carinho. Mas qual é o ponto de felicidade de cada animal?

Se para o ser humano já é difícil falar sobre saúde mental, imagina em animais. É compreensível que um cão tenha um adestrador, mas se consultar com psicólogo ou psiquiatra pode beirar a frescura ou modismo, para alguns. Pode não parecer, mas cães e gatos ficam estressados, depressivos e tristes. Muitas vezes, seus tutores só percebem quando o caso já se tornou crônico e mais complicado de resolver.

A médica veterinária, especialista em comportamento animal e professora da UniRitter, Ceres Faraco, conta que muitos animais chegam a sua clínica em estado avançado de alteração comportamental, mas que, dificilmente, o quadro teve início recente. “O tutor busca ajuda de especialista, quando o comportamento passa a incomodá-lo. Mas o início do problema pode ter acontecido anos antes” lamenta dra Faraco. Esse é o tema de um estudo desenvolvido pela médica veterinária, especialista em comportamento animal, Daniela Ramos. Ela observou que um dos maiores motivos de abandono de cães e gatos ainda é o problema comportamental. Para evitar que chegue a esse extremo, o ideal é saber quando buscar ajuda.

Kevin Choi/Creative Commons

Observar o comportamento do animal é importante não apenas para saber se ele está feliz ou triste, mas para reconhecer se a saúde está ok. Ninguém chega ao veterinário dizendo: “doutor, meu gato está com poliúria”. Mas vai dizer que o gato está bebendo menos água e fazendo xixi no lugar errado. Através do comportamento do animal, que certos problemas de saúde podem ser detectados.

Para saber se está tudo bem, ou não, como seu pequeno, é importante reconhecer suas necessidades básicas e os comportamentos específicos de cada espécie. “O cão é um animal social. Deixá-lo muitas horas por dia sozinho e sem atividade pode gerar um grande problema comportamental. Uma das principais necessidades da espécie não está sendo atendida” relata dra Faraco.

Da mesma forma, gatos tem dificuldade a se adaptar com novos indivíduos, devido a sua característica mais individualista. Adquirir um novo animal, sem fazer uma adaptação adequada, pode facilitar o estresse e até o aparecimento de doenças. “Muitas vezes, um problema emocional pode acarretar em um problema de saúde. Por isso, é extremamente importante que observe qualquer alteração no comportamento do animal e já leve ao médico veterinário” adverte dra Faraco.

Mas quais são os sinais que meu pet não está bem?

1) Mudança de comportamento

O principal sintoma de que as coisas não estão bem é alguma mudança do comportamento. Você pode não identificar o motivo, mas se ele costumava agir de uma forma e isso se altera, algo errado está ocorrendo.

2) Medo

gullevek/Creative Commons

A demonstração de medo, com orelhas baixas e corpo encolhido, ou mesmo tentar fugir de uma situação é sinal vermelho. O animal pode estar em sofrimento.

3) Agressividade

Felinest/Creative Commons

Os animais não devem ser agressivos sem motivo aparente. Tentar atacar alguém (animal ou humano) pode ser um sinal de que ele está sob forte estresse. “Ciumes” e defesa de território ou pessoa também não são motivos para agressividade.

4) Comportamento estranho frente a situações novas

Bad Apple Photography/Creative Commons

Se uma visita chega e seu gato tem um comportamento inesperado, como salivar; ou se seu cão age de forma estranha, como correr atrás do próprio rabo quando vê uma mala de viagem, isso pode significar estresse ou ansiedade.

5) Ansiedade

Animais que ficam extremamente agitados perante uma situação, mesmo que seja positiva, como a chegada do dono, passear ou comer, pode detonar sofrimento.

6) Prostração

patchattack/Creative commons

Cães ativos e gatos sapecas podem demonstrar que algo não está bem, quando não aceitam mais brincadeiras ou não querem passear.

7) Latido/miado excessivo

Toshihiro Gamo/Creative Commons

Latir e miar não são as únicas formas de comunicação dos cães e gatos. Se seu peludo está vocalizando (falando) excessivamente, pode haver um problema por trás desse comportamento.

8) Problemas para dormir

Pode parecer estranho, mas animais também podem ter problemas para dormir e até trocar o dia pela noite. O sono é um fator bastante importante na hora de detectar um possível problema comportamental.

9) Energia excessiva

bullcitydogs/Creative Commons

Algumas raças são mais agitadas que as outras e por isso devem ter mais atividades. Se seu animal está apresentando excesso de energia constante, sinal que algo deve ser revisto na rotina dele.

10) Alteração de peso

Dan Perry/Creative Commons

A obesidade não é um problema apenas em humanos. Animais também podem sofrer com isso. Se seu pequeno está engordando ou emagrecendo rapidamente, pode haver um problema clínico e comportamental associados.

 

Para qualquer um desses casos, leve seu animal ao veterinário. Ele poderá indicar um especialista em comportamento para entender melhor o que está acontecendo.

bullcitydogs/Creative Commons

O médico veterinário, especialista em comportamento e professor da PUC, Mauro Lantzman sugere os momentos para buscar o especialista em comportamento: “É importante que o profissional de comportamento seja acionado quando a pessoa tem a intenção de adquirir um animal. Assim, a escolha será específica para as necessidades e expectativas da pessoa. Outro momento importante é quando já adquiriu o animal e quer adaptá-lo à casa nova. O profissional vai instruir sobre quais as necessidades básicas daquele animal e como prevenir problemas futuros”. Dr. Mauro alerta que a prevenção do problema ainda é a melhor solução.

Há ainda um terceiro momento que o profissional pode ser chamado, quando o problema já está instaurado. “Isso pode acontecer por um distúrbio comportamental real ou um incômodo do proprietário. Muitas vezes a alteração é na rotina do proprietário, gerando um estresse e exacerbando o problema de comportamento do animal, que já existia, mas não era percebido” alerta dr Lantzman.

Para identificar o problema o quanto antes, é importante prestar atenção no comportamento e postura corporal do animal. A observação ainda é a forma mais eficaz de se comunicar e entender melhor os peludos que amamos.

 

Fonte: Estadão

 

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